7.2.09

Por que nos paramos em coisas tão idiotas
como
o que ela quis dizer com isso

Por que essa mania de ser de(ma)s(iadamente) humano

que coisa chata

chatos sao paranteses em poemas

és tu pranto às palavras

3.2.09

De vez em quando a gente se sente meio sozinho,
vivendo uma vida de faz de conta,
falando meias verdades
fazendo tipo de bacana,
suprimindo a vontade com falsos sorrisos
e mesmo assim tem seu carro próprio, seu apê e dois vasos de flor.

De vez em quando é como qualquer outro dia,
você acorda e se vê num espelho
limpa os olhos e amacia a barba
percebe que nao passa de um ser qualquer
um desses jogados à mercê do tempo e do destino
e leva a vida assim bem sossegado sem relógios pontuais.

De vez em quando o corpo enrola por dentro,
o sangue jorra em meio às entranhas,
qualquer suspiro é motivo pra dor
um beijo sincero não é mais que isso,
mas o abraço apertado vale mais que remédio
e você fica doido pro futuro chegar





7.10.08

Muro das lamentações

Eu não sei muito bem qual é o propósito de aqui estar, talvez porque esteja sem televisão. Eu não sei nem mesmo qual é a cor da minha cueca, caso esteja com uma. Meus gritos ecoam num abismo já repleto de lamúrias. Tenho vivido uma vida desgraçada, mesmo que por opção e, como minha terapeuta encontra-se, no mínimo, a uns 1600 km e eu não posso sequer telefoná-la. Falta *um puto no bolso para comprar um mísero cartão telefônico.

Essa noite sonhei e, no sonho, vi a cara de um porco. Um ser estranho, tal como um barrão, marrom, me olhando, me encarando. Dizem que sonhar com porco ou com merda é sinal de sorte. Agora, nao me perguntem como chegaram à essa conclusão. Eu achava que sonhar com merda seria algo "cara, você tá realmente fudido". Prefiro manter minha mediocridade imaginando que meu delírio possa mesmo ser sinal de bonança. Depois que cheguei em Astúria, as borboletas começaram a me rondar.

*se quiser ser escritor, você tem que usar o termo "um puto no bolso"

25.9.08

canudinho que faz curva tem mais história pra contar

30.3.08

o meu destino adeus pertences...

19.3.08

to com um fiado na boca,
fiapo danado, de carne de frango
o fio dental virou lenda
o gnomo pegou
catou e sumiu
está a sorrir
porque tenho um fiado
um fiado encravado que a unha nao tira
um fialho da puda
cade o gnomo? cade?

6.3.08

res´t la mayola




Hoje o meu coração mudou
Já não sei porque vim, quem sou
Mas sinto e sou capaz
E o resto tanto faz
Foi só eu descansar
Junto ao pé de uma arvore que me acolheu
E depois me ocorreu
Vi que a vida que vivia em mim
Agora vive aqui nesse lugar
Em volta das sombras
Essa ilha é a reunião das infinitas direções
Que o vento traz com as ondas
E é quando me vejo a garimpar
As pedras, a montanha, o seu olhar
Apesar de saber
Que nem tudo que eu quis eu pude conhecer
Nem deu pra mais prazer
Se cheguei até aqui
Bem no topo do vulcão,
não posso mais descer
Mas tem como escorrer
(...)